quinta-feira, 23 de julho de 2009

Revolução Salgada

Existe algo de profundamente inspirador na areia destas praias, neste sol, neste sal.

Existe algo mágico no acto de um homem/mulher esticar uma toalha e um corpo perante um grande oceano.
Apenas uma toalha e um corpo.

Nada de televisões, crises económicas internacionais, Gripes Ás ou Zs numa cidade de outro continente, nenhum salvador, nenhum ditador, nenhum presidente dos EUA.
Nenhum crédito, nenhum débito a um banco em falência, nenhum plano económico, nenhuma comissão europeia, nenhuma prestação de um carro ou casa.

Apenas uma toalha e um corpo.
E todo o sal do Mediterrâneo ou Atlântico.

Nada poderia estar mais perto de Deus ou do Nirvana...

Abandonemos então nossas casas e empregos, subsídios e outras compensações sociais, para encher de bolachas e leite nossas mochilas de peregrinos, e estendamos nossas toalhas sobre as areias das praias, sob o sol, através do sal de nossas vidas e oceanos emocionais, abandonados na intensa luz branca que nos abraça, quando os nossos corpos se deitam em suas libertárias toalhas, ou mergulham em ondas do Oceano-deus, do nirvana-Solar.

Abandonai então a civilização de Betão.
Regressai ao intemporal paraíso das praias, de onde nunca deveríamos ter saído, para agora, finalmente, nossas almas regressarem a casa, ao todo celeste, ao colo do Paí.

2 comentários:

  1. Quantas vezes me apetece fazer isto, sair da sociedade e entrar nesse nirvana da natureza.
    Não é que estar na sociedade seja intelorável, é algo que devemos explorar com o melhor dos nossos sentidos e dar o melhor de nós próprios tb para vencer dentro dela, o problema é o que ela nos desgasta e nos faz afastar da nossa própria natureza, devido aos seus vícios.
    Vamos tentar torná-la um lugar mais puro...

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  2. é isso mesmo zé... percebes-te perfeitamente...
    muito obrigado

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