terça-feira, 27 de outubro de 2009

Suicida custo de vida – as invasões barbaras do Euro


Passava eu por um muro, com as minhas compras do LIDL, quando li, no mesmo, “dia 12 retribui com ira suicida custo de vida”, a letras verdes garrafais, bem desgastadas pelas chuvas transmontanas.
Penso que dia 12 deveria ser dia de votos, há uns bons anos atrás (6, 7 anos, quiçá?).
E voltei, numa melancolia doentia, a relembrar a introdução do euro em Portugal. Como os preços subiram...
De quem foi a culpa? Dos grandes retalhistas? Das associações de comerciantes? Onde estava a DECO? Onde estava a Autoridade reguladora da concorrência? Onde estava a protecção do Estado aos seus cidadãos?
Terá sido as constantes crises, nacionais e além-mar (que hoje ninguém distingue umas de outras, parecendo mais um único abismo económico Português), cujos efeitos, aparentemente, se diluíram com um artificial e repentino aumento de custo de vida, dias a seguir á introdução definitiva e irreversível do euro?
E quem decidiu, por nós, a introdução do euro, e consequente extinção da nossa moeda independente? Os mesmo que decidiram por nós a nossa anexação á C.E.E., talvez...
Quiçá os mesmos que decidiram a nossa anexação à constituição europeia, o misterioso Tratado de Lisboa (que ninguém, que eu conheça, o compreende), tão flagelado pelos irlandeses (que levaram com ele em cima, referendo após referendo, até dizerem que sim). Já agora, porque razão nós, portugueses, não temos o mesmo direito que decidir, como fez a Irlanda. Não vivemos todos em democracia? Ou há Democracias e “democracias”?
Concidadãos, estes assuntos perturbam o meu caminho para o almoço. Acontece algo assim com vocês? Não desejam voltar a uma velha Democracia, onde o café voltasse ser 50 escudos?

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