sábado, 29 de janeiro de 2011

Zeitgeist: Moving Forward 2011

2 comentários:

  1. Na parte de crítica e análise ao actual mundo, é difícil deixar de concordar com este documentário, o mais rico em diferentes fontes de informação do três "Zeitgeists".

    Na proposta adiantada como possível solução, que como proposta possui sempre o seu valor, a utopia cientifica a que se dedicam os seus produtores não esclarece qualquer forma de os cidadãos do mundo gerirem este mesmo mundo, exceptuando as necessidades materiais, e uma suposta Educação, Cultura e Lazer cuja natureza não é devidamente desenvolvida no documentário, talvez pelas suas limitações a nível de tempo, e da necessidade de um estrutura atraente aos espectadores.

    As opiniões do guru "Fresco" sobre a liberdade de escolha, ainda que psicologicamente fundamentadas, não nos deixam descansados, em paz na nossa consciência, no nosso desejo de autêntica liberdade.

    O sistema proposto tem o seu valor, e é uma alternativa viável a ser aplicada por quem o deseja.
    Mas nunca a solução passará pela implementação de um sistema único que, se falhar, nos deixará no mesmo ponto, ou semelhante, do beco sem saída em que nos encontramos hoje.

    Falta a noção de Diversidade nas soluções que poderemos usar para ultrapassar a presente crise da Humanidade e Biosfera em geral.

    Tal Diversidade, misturada com a Criatividade que existe na humanidade e Natureza em geral,irá permitir, com alguma segurança, a sobrevivência da humanidade, dos habitats e espécies com os quais partilha o planeta.

    Muitas soluções, muitas comunidades, unidas em rede de mútuos apoios, pelos interesses e necessidades que partilham, e o sentimento de pertença a uma única humanidade, que pertence a este planeta, em vez de possuir este planeta, serão requisitos necessários para o nosso futuro.

    A solução apresentada perde valor também por depender tanto de paradigmas industriais, culpando unicamente os sistemas complementares monetário/de mercado livre pela crise global que atravessamos, o que não deixa de ser verdade, mas não ainda toda a verdade.

    De forma a que os cidadão possam controlar suas próprias vidas, e comunidades possam tomar suas decisões de forma independente aos seu vizinhos, ainda que no maior espírito de cooperação e apoio mútuo, uma Democracia Directa/Participativa deveria ser construída pelo próprios cidadãos, com espaço para a experimentação e erro.

    Ma os autores do Documentário passam por cima deste importante aspecto nas futuras estruturas sociais, que se desejam pouco ou nada hierárquicas, o que não gera confiança total nos projectos apresentados.

    Ainda assim, é um documento a ver e a considerar.

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  2. Ao definir um cosmos infinitamente complexo, que é a "Natureza" (repleta que é em relações de competição e parasitismo, bem como de parceria ou cooperação, até mesmo de simbiose, sem qualquer "líder" ou "deus"), como um sistema político, "a Natureza é uma ditadura", os autores do documentário perderam toda a minha confiança, pois pressinto real perigo nas intenções dos mesmos.

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