sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Novamente, o Afeganistão

Em semana de tantos acontecimentos, a tragédia na Madeira, o diz que disse da coscuvilhice da jornalada, a transferência para dos Etarras para Espanha, e o fantasma ETA sobre as consciências portuguesas, já tão concorridas por tão variados dramas, mais e menos reais, lamento ter que passar uma notícia mais que nada de bom trará, excepto uma maior consciência global sobre uma guerra em particular.

"Pensaram que os três mini autocarros tinham rebeldes e bombardearam-nos", afirmou um porta-voz do Ministério do Interior afegão, Zamari Bashary. O porta-voz tinha indicado pelo menos 21 mortes, a que se somaram ainda 11 feridos. Um novo número do Governo mencionou depois "pelos menos 33 mortes, entre elas quatro mulheres e uma criança, segundo a AFP.

O comando da missão da NATO no país (ISAF) reconheceu, em comunicado emitido esta manhã, a morte de civis nesta acção, que ocorreu na manhã de domingo na província de Uruzgan, sem dar conta porém de um número preciso.

As forças internacionais avançaram que o ataque aéreo visou uma caravana “suspeita” de três veículos que se aproximavam de uma unidade militar conjunta de tropas da NATO e afegãs, tendo os militares no terreno descoberto posteriormente “várias pessoas mortas e feridas”, incluindo mulheres e crianças.

A NATO temera a aproximação de combatentes taliban, dando então ordem do ataque aéreo sobre o local, numa região que se encontra sob controlo da rebelião. Mas o governador de Uruzgan, Sultan Ali, sustenta que todas as vítimas mortais – que contabilizou como tendo sido 27, mais dez feridos – eram todas civis.

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